Enem 2026: o que comer e como descansar a mente na reta final
As provas do Enem serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro de 2026. Nesta reta final é importante entender que o nervosismo faz parte do processo, mas não precisa assumir o controle. Essa ansiedade nada mais é do que o nosso cérebro em estado de alerta, diante de algo que é considerado muito importante. Daniele Targino, Psicóloga, professora e assistente da Coordenação do curso de Psicologia da UniFTC Salvador, traz essa observação.
Além de toda a preparação intelectual para responder e acertar as questões, o estudante precisa estar bem mentalmente e fisicamente. Para galgar um bom desempenho nas provas, é necessário manter a calma e cuidar da alimentação. Estar bem preparado, manter um equilíbrio emocional e físico, resultam em um excelente êxito na avaliação.
Segundo Daniele, o cérebro interpreta o exame não apenas como uma prova acadêmica, mas como uma ameaça existencial ao futuro e à identidade do jovem, ativando o mecanismo de “luta ou fuga”. Isso gera sintomas físicos (coração acelerado, falta de ar) e cognitivos (branco na memória, dificuldade de concentração).
Para lidar com isso, ela recomenda algumas estratégias que ajudam muito como: reestruturar os pensamentos onde o valor pessoal não se resume à nota de uma prova. O Enem é um evento importante, mas é apenas um capítulo, não é a definição de quem o estudante é; respirar fundo acalma o sistema nervoso e reduz o pico de estresse. Técnicas simples de respiração diafragmática profunda mandam um sinal físico imediato para o cérebro de que está tudo seguro, reduzindo o cortisol e reativando a clareza mental para a resolução das questões.
Além disso, a Psicóloga recomenda “aceitar o frio na barriga em vez de lutar contra ele. Sentir medo é normal quando nos importamos com o nosso futuro. O ideal é aprender a caminhar junto com ela, focando no que está sob controle naquele momento, seja o próximo exercício, a próxima página”, conclui.
Nos dias anteriores à prova, o cérebro precisa de pausas para consolidar sinapses e memória de longo prazo. Forçar estudos exaustivos até a última hora gera exaustão cognitiva, aumentando a chance do “ausências” na hora do exame. Descansar e manter momentos de lazer leve são necessidades biológicas para a saúde mental, e não desperdício de tempo.
No fim das contas, Daniele ressalta que “encarar a prova com a mente leve é tão importante quanto o conteúdo estudado ao longo do ano. Confiem no processo e boa sorte a todos que vão fazer o exame”, conclui.
Alimentação
Se alimentar bem é uma escolha importante para comer antes e durante a prova e assim, influenciar na disposição e raciocínio. Afinal, a avaliação é extensa, e se a fome surgir durante o ato da prova, o candidato precisa saber o que consumir sem que isso prejudique seu desempenho de alguma forma.
Para isso, Natanael Moura, Nutricionista e coordenador do curso de Nutrição da UniFTC Salvador, indica que a pessoa “tome o café da manhã no horário habitual e antecipe o almoço. Escolha uma refeição leve, com alimentos que você já costuma comer e que lhe caem bem. Uma opção é arroz, feijão, legumes e frango grelhado, em uma porção que deixe você satisfeito sem a sensação de estômago cheio. Reserve tempo para comer com calma antes de sair”, relata.
Alguns estudos sugerem que a composição do café da manhã pode influenciar a atenção e a memória, mas os efeitos foram pequenos ou variaram de um estudo para outro. As pesquisas avaliaram principalmente tarefas de atenção e memória, e ainda há pouca evidência de que mudar essa refeição melhore a nota na prova.
Como o exame nacional é à tarde, Natanael orienta: na véspera, refeições habituais e saudáveis; no café da manhã, uma refeição familiar, como iogurte natural com aveia e maçã ou um sanduíche de ovo acompanhado de fruta. Antes de sair para a prova, antecipe o almoço e escolha uma refeição leve, com uma porção confortável. Durante a prova, que é longa, o ideal é fazer um lanche. Maçã com castanhas ou um sanduíche pequeno são opções fáceis de levar.
Pesquisas com estudantes observaram que o consumo mais frequente de doces, salgadinhos e bebidas açucaradas estava associado a resultados mais baixos em avaliações escolares. No dia a dia, vale manter uma alimentação variada, com frutas, verduras, legumes e feijão. Os benefícios para a saúde vêm dos hábitos que você mantém ao longo do tempo, incluindo para sua memória e concentração. Boa prova!