Novembro Azul foi tema de Simpósio da UniFTC

Novembro Azul foi tema de Simpósio da UniFTC

Apesar das muitas discussões sobre o câncer de próstata, uma “atmosfera” cheia de tabus ainda paira sobre o assunto. Por machismo ou falta de conhecimento, muitos homens deixam de fazer exames preventivos e quando recebem o diagnóstico, o tumor maligno já está avançado. Estes desafios que os profissionais da saúde observam no dia-a-dia foram discutidos num evento virtual realizado pela UniFTC na tarde de ontem (17). 

A professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário UniFTC de Salvador, Iza Andrade Maciel, explicou que “geralmente, quando não tem esse rastreamento precoce, o tumor evolui com um emagrecimento importante, dificuldade de urinar e quando o paciente descobre, já está numa fase que, nós vamos considerar, como terminal ou, como a gente costuma dizer, fora de propósito terapêutico. Normalmente, a gente só consegue fazer algo paliativo para não deixar um sofrimento tão grande naquele momento final da vida”.

Por isso, é necessário deixar o preconceito de lado e manter o “check up” em dia. Segundo a professora do curso de Biomedicina do Centro Universitário UniFTC de Vitória da Conquista,  Luita Nice Schifino, dois exames são essenciais para o rastreio desse tipo de câncer: o PSA e o toque.  “Se a pessoa for assintomática e não tiver histórico familiar de câncer,  os últimos artigos que vêm sendo publicados, inclusive o INCA já está adotando, recomendam essa forma de rastreamento a partir dos 50 anos de idade”, destacou Luita.

Se os exames apresentarem alterações, serão solicitados outros mais específicos. Dependendo do resultado, especialistas de várias áreas da saúde podem se envolver no tratamento: médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, profissionais de educação física e psicólogos. Todos juntos em prol de melhores resultados e qualidade de vida para o paciente. 

Nessa busca, a prática de exercícios faz toda a diferença. De acordo com Aline Adães, coordenadora do curso de educação física do Centro Universitário UniFTC de Feira de Santana, a realização de atividades físicas com acompanhamento de um profissional habilitado durante o tratamento oncológico traz inúmeros benefícios, como a quebra da fadiga; melhora no apetite, no humor, no sono e no psicológico. Para quem está querendo prevenir, os exercícios também são aliados. “Quando a gente fala de prevenção de câncer, a gente tem que pensar num aspecto multifatorial: a gente precisa ter uma alimentação adequada, saúde mental; controlar sobrepeso, marcadores sanguíneos; e aí, a atividade física vai estar associada a todas essas áreas”, acrescentou a professora Aline. Dessa forma, ao adotar hábitos saudáveis e se atentar aos fatores de riscos, você estará se cuidando.